O Índice Ibovespa, completou 40 anos no mês de janeiro. Sua finalidade básica é a de servir como indicador médio do comportamento do mercado brasileiro.
Ele foi criado em 1968 e sua primeira carteira, composta por 27 ações, cada qual com uma diferente participação de acordo com a sua liquidez (número de negócios e volume financeiro).
A metodologia do índice jamais foi alterada e a composição sofre alterações, a cada quatro meses, de modo a englobar os papéis mais negociados. De forma geral, essas ações representam mais de 80% dos negócios e do volume financeiro registrado.
A evolução do índice (ver gráfico abaixo) traz um retrato dos principais fatos econômicos das últimas quatro décadas. Como a fase do “Milagre Econômico”, em meados de 1971, e de estagnação, com a crise do petróleo, a partir de 1973, além da reação do mercado aos planos econômicos que se sucederam até o Plano Real e às adversidades no cenário internacional.
Apesar do desempenho irregular da economia, a linha que se forma a partir dos picos de alta do Ibovespa é ascendente, apresentando uma alta real acumulada de 3.540%, desde 1968, com correção pelo IGP-DI.
Observando as carteiras do Ibovespa, nestas quatro décadas, é possível acompanhar ainda a evolução das empresas brasileiras, os setores que estiveram em evidência em cada período, fusões, aquisições e privatizações.
Entre as décadas de 1990 e início de 2000, o índice mostra uma grande concentração de empresas do setor de telecomunicações, que culminou, em 1993, com uma participação de 50,47% das ações preferenciais da Telebrás, a maior já registrada por um único papel na história do Ibovespa.
A longevidade do Ibovespa permite observar vários recordes históricos, como a maior seqüência de fechamentos consecutivos de pregões em alta, 19 ao todo, entre 1993 e 1994. As marcas históricas também demonstram o nível de confiança do investidor.
Desde sua criação, o Ibovespa tem cumprido sua missão de refletir o comportamento médio do mercado de ações e, numa perspectiva mais ampla, desempenha importante papel no conjunto de indicadores da economia brasileira.