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Galgando posições

Ao pagar dividendos e juros sobre capital próprio crescentes, as empresas brasileiras se tornam mais atrativas. Sob essa ótica, o mercado brasileiro já é um dos principais líderes no mundo, superando, em média, as distribuições de resultados nos países ricos e no conjunto de emergentes. A Corretora Ágora estima que o retorno proporcionado pelos, dividendos, em 2007, deverá atingir a média de 5% do valor aplicado. Na média dos países emergentes, o retorno anual com dividendos é estimado em 3% e, nos Estados Unidos e Europa, em 2,5%. Em 2006, segundo a projeção, a média de distribuição foi de 4%, no Brasil.

 

Dinheiro no bolso

Em uma década (1997 a 2006), medido pelo critério de dividend yields – o índice resultante da divisão do que é pago em dividendos pelo valor da ação no mercado –, os maiores pagadores de dividendos no Brasil foram os setores de bancos, telecomunicações, mineração e energia, segundo levantamento da consultoria Economática. Em média, as empresas que mais distribuíram foram Eternit (22,90%), CSN (16,37%), Petroquímica União (16,12%) e Souza Cruz (14,60%).

 

Acesso fácil

As captações de empresas via mercado de capitais tiveram volume recorde em 2006, atingindo R$ 124,97 bilhões (+75% sobre 2005). Além de ações e debêntures, cresceu a captação via Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) – segmentos que emitiram mais de R$ 15 bilhões, no ano passado.

 


Aplicadores otimistas


As ações deverão ser, em 2007, a melhor aplicação, acredita a maioria (78,03%) dos 4.839 investidores ouvidos pela Informoney.

 

Home Broker bilionário

O Home Broker, mercado da Bovespa destinado aos investidores que aplicam pela internet, continuou ganhando peso, em janeiro, depois do expressivo crescimento de 2006, quando o volume negociado atingiu R$ 72 bilhões, 80% mais do que em 2005. Em algumas instituições, os investidores pessoas físicas chegam a responder por 40% do volume negociado.

 

Mercado de R$ 1,5 trilhão

O valor de mercado das empresas com ações negociadas na Bovespa atingiu R$ 1,54 trilhão, em 2006, crescimento próximo de 50% em comparação a 2005. Os setores líderes foram as instituições financeiras (R$ 334,2 bilhões); petróleo, gás e combustíveis (R$ 236,2 bilhões); mineração (R$ 151 bilhões) e energia elétrica (R$ 146,2 bilhões).



Ofertas em alta

O investidor em ações tem mais alternativas para diversificar as aplicações na Bovespa. Somando ofertas primárias e secundárias, foram realizadas 42 distribuições públicas de ações, em 2006, com volume total de R$ 30,2 bilhões. Desse volume, mais da metade (R$ 15,2 bilhões) correspondeu a 26 empresas que fizeram ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês). Em 2005, o volume total de lançamentos de ações foi de R$ 13,9 bilhões, dos quais R$ 5,4 bilhões em IPOs.

 

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