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Tradicionais símbolos norte-americanos, o urso (bear) e o touro (bull) significam, respectivamente, mercado fraco e mercado forte. Pois agora é o urso que ameaça frustrar um dos ciclos mais longos de expansão da economia (e do mercado acionário). Mas os analistas, economistas, diretores e ex-diretores de bancos centrais estão divididos. A questão central é se o desaquecimento já configurado nos EUA se transformará em recessão - e, neste caso, de que intensidade e duração. São poucos, como Anatole Kaletzki, os que já vislumbram sinais de recuperação após um recuo leve e breve.
Este número da Revista Bovespa trata do humor instável das economias centrais, do impacto sobre os mercados e das eventuais conseqüências da crise para o Brasil, cuja estabilidade macroeconômica será testada pela redução dos fluxos externos de capitais e pelo sopro inflacionário - outra incógnita, como mostrou a Ata do Copom de 31/1, relativa à reunião de 22 e 23/1 que manteve o juro básico em 11,25% ao ano.
Em raros momentos os embates econômicos foram tão ricos, como mostram o presidente do BC, Henrique Meirelles, personagem central do equilíbrio macroeconômico, em entrevista exclusiva, e as análises de especialistas em economia e bolsa. A contraface da moeda são empresas pujantes, empenhadas na incorporação ou fusão com outras nacionais e estrangeiras de enorme porte e o início de projetos redentores, como as usinas do Madeira, abordadas em conversa com o presidente da Madeira Energia, Irineu Meirelles.
Este cenário multifacetado é também visto sob a óptica dos acionistas iniciantes e das empresas que ignoram as dificuldades e fazem lançamentos iniciais (IPOs), nas novas seções da Revista Bovespa Acionistas e IPOs.
Na economia, o Brasil está melhor na foto, mesmo entre os emergentes. O mercado acionário, não obstante a hora de volatilidade exacerbada, recuperava-se em fins de fevereiro, traduzindo o valor dos avanços macroeconômicos do País. |