Popularização
Frutos da popularização
 
 
  O "Bovespa Vai até Você", projeto de popularização do mercado de capitais, comemorou dois anos queimando etapas e mostrando um avanço constante. Nesse período foram atendidas 150 mil pessoas, criados 468 clubes de investimento e a participação do investidor pessoa física saltou para quase 29% do volume diário dos negócios em Bolsa.

O presidente da Bolsa, Raymundo Magliano Filho, relembrou situações curiosas da campanha ao fazer um balanço do programa. "Isso tudo está dando consistência ao mercado e estimulando a abertura de capital de novas empresas, numa onda de desenvolvimento que torna o investidor consciente de que está aplicando no longo prazo", afirmou.

Luis Abdal
As pessoas querem conhecer melhor a Bolsa
Lugares inusitados
O "Bovespa Vai até Você" marcou presença nos mais diversos locais, como praias, fábricas, universidades, academias, estações de metrô, clubes, teatro, shopping centers, feiras, em São Paulo e em outros Estados, sempre com o objetivo de esclarecer, ao maior número de brasileiros, como aplicar em ações. Além disso, criou uma frente paralela no interior de São Paulo. O "Bovespa Vai aos Municípios", braço do "Bovespa Vai até Você", já chegou a São José do Rio Preto, Marília, Assis, Jaú e Campos do Jordão. "Em dois anos as pessoas já assimilaram conhecimentos básicos sobre ações e hoje fazem perguntas mais complexas", diz o assessor de Marketing e Comunicação da Bovespa, Luis Abdal.

Nestes dois anos, a Bovespa já visitou 55 empresas, apresentando o mercado a milhares de trabalhadores em todo o País. Só na Companhia Vale do Rio Doce contatou 17 mil trabalhadores em nove cidades espalhadas do Rio até Carajás. Animados com as visitas, os funcionários se preparam para criar um clube de investimento em ações que pode ter mais de 2 mil investidores.

Em outras empresas visitadas, como Eletropaulo (2.600 funcionários) e Embraer (3 mil), também há estudos para criar clubes. E uma das próximas na lista de visitas é a Souza Cruz. Abdal informa que o interesse chegou às empresas multinacionais de capital fechado no Brasil, como a Volkswagen e a Xerox, que pediram apresentações a seus funcionários sobre os fundamentos do mercado.

As aventuras da Bovespa pelo Brasil trazem passagens inusitadas. Certa vez, conta Magliano, uma das quatro peruas da Bolsa, apelidadas de Bovmóvel, foi parada em um posto da polícia rodoviária. Os policiais perguntaram o que era aquele carro estranho e, ao saber do projeto, se interessaram. "Fizemos uma apresentação ali mesmo, na beira da estrada." Em outro episódio, uma senhora se aproximou do carro em uma praia do litoral paulista e, vendo os balões, perguntou que tipo de bolsa eles estavam vendendo. "É de pano, de couro?"

Ainda há muitos lugares a percorrer. A próxima parada será o Zoológico de São Paulo. "São quase 50 mil pessoas que circulam lá por fim de semana", explica Magliano. E completa: "Queremos chegar a 35% de participação de pessoas físicas no volume de negócios, mesmo nível dos Estados Unidos." (R.S.)
 
 
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