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Economia estável com crescimento baixo |
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O Brasil tem economia estável, mas cresce bem menos do que poderia. Nisso concordaram os mais diversos economistas, como Kenneth Rogoff, ex-diretor de Pesquisa Econômica do FMI, Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, Antonio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, Sérgio Werlang, ex-diretor do BC e diretor do Banco Itaú, e Paulo Leme, diretor da Goldman Sachs. O tema do baixo crescimento brasileiro permeou as conferências ou intervenções de todos os economistas citados, presentes ao II Congresso Internacional de Derivativos e Mercado Financeiro, promovido entre 24 e 27 de agosto pela Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), em Campos de Jordão. "O crescimento do Brasil e da América Latina é desapontador, vocês deveriam crescer 7% ao ano", provocou Rogoff, hoje professor de Harvard e membro da Sociedade de Econometria, nos Estados Unidos.
Se o crescimento incompatível com a pujança econômica mundial é um ponto fraco do Brasil, a estabilidade macroeconômica é o ponto forte. Sobre ela, não paira dúvida. Um dos mais conhecidos economistas norte-americanos, Paul Krugman, professor do MIT e crítico em regime full-time do governo George W. Bush, acredita que o País vai se beneficiar com o crescimento dos outros países emergentes. Os riscos externos, afirmou então, são maiores do que os internos - o que deixa o Brasil em posição menos desfavorável do que a de outros países emergentes, mais atrasados na gestão do controle fiscal e cambial.
Sem a presença das principais autoridades econômicas, o encontro centrou-se na economia mundial e nos derivativos - instrumentos indispensáveis para que os detentores de ativos e os produtores de commodities possam conviver com as incertezas. (F.P.J.) |
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