Em Revista
 
 
  Brasil paga dividendos  
 
As empresas brasileiras de capital aberto foram as que pagaram mais dividendos no ano passado, em comparação com as companhias de outros mercados emergentes e que concorrem com o Brasil em renda variável. Levantamento realizado pela Ágora Sênior mostrou que a rentabilidade média paga pelas empresas brasileiras no período foi de 5,3% – relação entre o valor pago como dividendo, dividido pelo preço da ação no mercado. Segundo o estudo, os setores que mais pagaram dividendos foram telefonia fixa (com índice 11%); petroquímico (9,6%); siderurgia (8,8%), mineração (5,5%) e petróleo (5,1%). Outro indicador positivo das empresas abertas brasileiras foi o índice P/L (preço em relação ao lucro), que mede o tempo que o investidor leva para ter o investimento de volta. De acordo com o levantamento, esse indicador foi de 10,8 no Brasil, abaixo apenas da Rússia (8) e acima de países como a Coréia do Sul (10,9), Tailândia (11,1) e México (12,1).
 
 
  O que muda no Bovespa Mais  
  A Bovespa adotou novas regras para o registro de empresas que planejam abrir o capital no Bovespa Mais, segmento destinado à entrada de pequenas e médias empresas no mercado. Entre as novidades estão a análise prévia das candidatas a ingressar na Bolsa, em adição ao processo de registro já existente. A análise será feita por uma Comissão de Listagem, formada por especialistas no mercado de capitais, que vai avaliar aspectos gerais da empresa. A medida vale também para companhias que planejam entrar no Novo Mercado, Nível 1 ou Nível 2 de governança corporativa com ofertas públicas de ações estimadas em valores abaixo de R$ 150 milhões.

A Comissão de Listagem, além de manter a credibilidade do Bovespa Mais, vai dar orientação quanto ao segmento mais adequado para a empresa, tendo como base seu perfil, as características da oferta e os objetivos da listagem. O parecer da Comissão será dado em até 40 dias a partir da entrega dos documentos.
 
 
  A onda da pulverização  
  Depois da Lojas Renner, no ano passado, a pulverização de ações ganha força no mercado brasileiro. A Embraer anunciou em janeiro uma reestruturação societária que vai pulverizar seu capital, ou seja, a companhia deixa de ter um acionista controlador. Além disso, a empresa decidiu assegurar a todos os acionistas o direito a voto. Há estudos de outras empresas em direção à pulverização e a Perdigão deve fazer reestruturação semelhante à da Embraer, segundo analistas do mercado. E na onda de pulverização há um novo alvo das empresas: a venda de ações a funcionários e a clientes. Na CPFL, essa estratégia deu resultado: a maioria dos funcionários que participaram da oferta inicial de ações da companhia, há um ano e meio, continua sendo acionista da empresa.


 
  As regras do Novo Mercado  
  A partir do dia 6 de fevereiro, a Bolsa adotou mudanças nos regulamentos de listagem do Novo Mercado e dos Níveis 1 e 2 de Governança Corporativa. Entre as inovações destacam-se: exigência para empresas do Nível 2 e do Novo Mercado de que pelo menos 20% dos membros do Conselho de Administração sejam independentes; possibilidade de ampliação do mandato dos conselheiros por até dois anos; aumento do porcentual de tag along para ações preferenciais de 70% para 80% no Nível 2; e inclusão de provisões que começam a lidar com uma nova realidade: a existência de companhias cujo controle é exercido de forma difusa.  
 
  Magliano é reeleito  
  Raymundo Magliano Filho foi reeleito em janeiro pelo Conselho de Administração da Bovespa presidente da Bolsa de Valores de São Paulo. Nélson B. Spinelli foi reeleito vice-presidente.

Magliano cumprirá seu sexto mandato consecutivo e Spinelli, o segundo. Também tomaram posse em janeiro os conselheiros da Bovespa eleitos em 7 de dezembro de 2005.
 
 
  voltar