Ação Escola
Mais perto da Bolsa
 
Professora de Mercado de Capitais na Universidade Federal do Paraná, Andrea Paula Segatto-Mendes encontrou um meio para atrair seus alunos para o mercado de ações. Os sites do Folhinvest em Ação e da Bovespa foram os instrumentos utilizados para formar grupos de cinco a seis alunos que constituíram carteiras (teóricas) de ações e sentiram o gosto pela disputa com outros grupos sobre quem obteria a melhor rentabilidade. "Utilizamos o laboratório de informática da escola para que o grupo visite conjuntamente o site, discuta as estratégicas de investimento e tire dúvidas", afirma. As carteiras são divididas por setores e cada aluno se responsabiliza por levantar informações sobre uma empresa ou um setor. Os alunos "trabalham como administradores, ampliam seus conhecimentos sobre as companhias e se sentem estimulados a conhecer melhor o mercado de capitais, preparando-se, dessa forma, para o mercado de trabalho", diz Andrea.

No primeiro semestre de 2006, mais de 150 universitários do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação em Administração (Ceppad), de Curitiba, participaram da experiência - aliás, compulsória, pois a cadeira de mercado de capitais faz parte da grade curricular do curso.

Andrea tomou gosto pelo mercado acionário na Faculdade de Administração e Ciências Econômicas de Uberlândia e, sobretudo, ao fazer os cursos de mestrado e doutorado na FEA-USP. Há dez anos dá aulas sobre o tema e acha tempo para fazer muito mais: edita a Revista de Administração Contemporânea e a Brazilian Administration Review, ambas com padrão internacional. "Gosto de ações", diz ela. "Só não sou investidora, hoje, por falta de tempo, mas já fui aplicadora."

Mas a atração dos alunos pelo mercado acionário não costuma ser imediata. "No início, eles se assustam, têm dificuldade de entender a dissociação que existe entre o valor patrimonial da ação e o preço em bolsa", assinala. Com o acompanhamento sistemático do mercado por intermédio dos sites, "ficam estimulados a administrar uma carteira de investimentos e a decidir sobre compras e vendas". Concluído o último semestre, Andrea considera "ótimo" o resultado: "Aparentemente, um período de quatro meses é pequeno, pois, em fases de baixa do mercado, o mais difícil é obter alguma rentabilidade. Mas eles passaram a conviver com a realidade, ou seja, com a necessidade de aplicar a longo prazo. Quando o assunto era tratado só nos livros, era mais pobre. Jornais, revistas, sites de corretoras passaram a ser freqüentados pelos alunos, que ficaram mais 'antenados' com o que acontece".

Uma ajuda relevante está vindo da melhor governança corporativa e do Novo Mercado da Bovespa. "O Novo Mercado está produzindo efeitos muito positivos sobre as empresas, que passam a fornecer muito mais informações ao mercado".
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