|
| Popularização |
| Os bons frutos do programa
|
| Rosângela Santiago |
 |
|
 |
|
|
 |
| clique para ampliar |
 |
|
É muito favorável o balanço de quatro anos do projeto Bovespa Vai até Você, criado para popularizar o mercado acionário: o programa propiciou a criação de quase 1.500 clubes de investimentos, com patrimônio líquido de R$ 8,3 bilhões e 121,4 mil novos cotistas, e ademais, atendem diretamente a 300 mil pessoas. Além de se ter tornado marca reconhecida, seu resultado mais significativo talvez seja o menos tangível - ao despertar o interesse das famílias pelo investimento em ações.
Multiplicaram-se, desde 2002, as pessoas que perceberam a conveniência de aplicar a longo prazo, buscar de forma consistente e sistemática informações sobre o funcionamento do mercado, sentir o prazer de se associar a um negócio e constatar que é possível alcançar rentabilidade satisfatória.
O sócio-diretor da Corretora Geração Futuro, líder na criação de novos clubes de investimentos (com 260 clubes e 6 mil clientes), Milton Milioni, credita ao programa de popularização da Bolsa a criação de uma cultura de investimento em ações por parte de pessoas físicas, principalmente, de baixa e média renda. Ao mesmo tempo, cresceu o interesse pelos produtos oferecidos pelas corretoras. "Com o incentivo aos clubes, o varejo está adquirindo conhecimento, entendendo os riscos que tendem a ser menores no longo prazo e com igual liquidez ao das aplicações em renda fixa. Além disso, o clube incentiva a poupança programada", argumenta. Muitos dos novos clientes avaliam o mercado como instrumento para conseguirem, no futuro, uma aposentadoria voluntária. O conceito contribui para o fortalecimento do mercado de capitais e da economia.
Acostumada a atender grandes investidores, Doraci Rodrigues, assessora de investimentos da Gradual, nota que a popularização da Bovespa mudou o seu trabalho para melhor: "Antes, o pequeno investidor não tinha acesso à informação e não valia a pena ir atrás dele. Agora, ele se sente à vontade e valorizado e sua participação é cada vez mais efetiva". Atendê-los se tormou mais gratificante. "No começo, precisei até abrir mão da hora do almoço e do fim do dia para esclarecer esses novos investidores. Hoje, eles aprenderam a investir, discutem as possibilidades e o atendimento é tranqüilo."
 |
| Milton Milioni |
| Geração Futuro investe na cultura de poupador |
|
Para o assessor de Comunicação e Marketing da Bovespa, Luis Abdal, o projeto está longe de atingir sua maturação, mas já traz resultados relevantes e indica mudança significativa no perfil dos investidores pessoas físicas, que respondem por 25% a 27% dos negócios da Bovespa. "Isso mostra que estamos no caminho certo, portanto, estamos aperfeiçoando o programa, reforçando os módulos de maior sucesso, como o das praias, fábricas, universidades, estações de metrô, shopping centers e feiras", exemplifica.
Novos hábitos - Muitas pessoas iniciaram seus investimentos em ações motivadas pelo programa de popularização. Algumas se tornaram entusiastas das aplicações em ações e passaram a promovê-las em seu círculo pessoal, como o primeiro secretário da Força Sindical e vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Carlos Andreu Ortiz. Ele participa do primeiro clube de investimento criado após a popularização, o Força 1, coordenado pela corretora Socopa. "Aprendi que o investimento em ação é uma ótima aplicação no longo prazo e estou tão satisfeito que deposito mensalmente muito mais do que os R$ 30,00 iniciais sugeridos pelo programa", afirma. "Divulgo e incentivo a todos que conheço a também fazerem parte do clube e também quero fazer uma campanha entre os aposentados."
Outro exemplo é do investidor Valtomir Santos, especialista em gestão de Tecnologia da Informação. Ele fundou o clube de investimentos Os Milionários, cujo propósito é ampliar o nível educacional dos participantes. Santos acompanhou na mídia o programa de popularização da Bovespa até se decidir pela aplicação. Convenceu os colegas de trabalho, formou o clube em abril de 2004 e hoje administra a carteira dos 50 cotistas do clube. "Comecei comparando o investimento com outros tipos e depois, durante o horário do café e conversas de roda, fui amadurecendo a assunto entre os colegas", explica. "Fizemos simulações no Folha Invest e comecei o clube com três pessoas, cada qual investindo R$ 300 mensais. Depois, fomos tomando gosto e passamos a estudar o assunto nas horas vagas."
 |
| clique para ampliar |
 |
|
Os aportes dos participantes de Milionários foram crescendo. Santos e os outros gestores criaram boletins mensais e análises à parte da corretora que gere os recursos. Agora, eles caminham para a fase do aperfeiçoamento técnico. "Não é nossa área de atuação, mas queremos aprender mais. Então, decidimos estabelecer uma meta e cada vez que atingirmos esse patamar vamos destinar uma porcentagem dos recursos, ainda não fixada, para que os gestores do clube façam cursos técnicos." |
|
|
|
[-] voltar |
|
|
|
|
|
|
 |