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| Projeto Educar |
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Aprendendo a formar patrimônio |
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Depois de destrinchar o mercado de ações por intermédio do programa de popularização, a Bovespa criou, em março, o Projeto Educar. A idéia é estimular a cultura de formação de poupança e patrimônio, orientar a população sobre como gerir seu dinheiro e controlar o orçamento doméstico. O programa ensina a planejar as finanças pessoais. Em cursos e palestras, o Projeto Educar mostra um interesse surpreendente pelo mercado de capitais. "Já fizemos cursos para 7,5 mil pessoas e existe uma fila de espera de 49 mil inscritos", afirma o assessor de Comunicação e Marketing da Bovespa, Luiz Abdal. "Temos turmas para ministrar as aulas até o ano que vem."
O êxito decorre da abordagem. Ela é feita sob medida para cada um dos públicos atendidos pelo programa - o investimento para crianças de 11 a 15 anos (Bovespa Júnior); jovens de 15 a 18 anos (Bovespa Teen); universitários e adultos (Bovespa Master); participantes adultos das famílias (Bovespa Família); mulheres (Mulheres em Ação); e terceira idade (Bovespa Sênior). Foram produzidas seis cartilhas. "O conteúdo é o mesmo, mas a linguagem varia para cada um desses grupos porque a realidade e os sonhos exigiram que produzíssemos materiais que levassem em consideração as diferenças", explica Abdal.
Para o consultor de finanças pessoais e professor universitário Mauro Halfeld o Projeto Educar responde a um desafio: para que o mercado de capitais tenha público, as famílias precisam receber educação financeira. "A idéia de conscientização das famílias sobre como elas devem administrar seu dinheiro é o melhor caminho para incentivar a expansão futura da Bovespa", diz Halfeld. "Espero que a Bolsa chegue a uma segunda etapa, de realmente ensinar mais profundamente como investir em ações."
Mas a educação para o planejamento financeiro - comum nos países desenvolvidos - é uma tarefa de longo prazo, para permitir que aumente o nível de consciência da população. Nessa hora, irá diminuir a instabilidade, porque as pessoas estarão mais bem preparadas para enfrentar a escassez de empregos. "Uma das formas de enfrentar melhor as adversidades da vida é saber usar e investir bem o dinheiro", justifica.
Parcerias - O programa atrai instituições de ensino, empresas ou ONGs. Elas procuram levar o Projeto Educar para dentro de casa e treinar seus professores. Uma parceria foi feita, em julho, com a Fundação Bradesco. Seus educadores serão treinados pela Bovespa e distribuirão cartilhas a crianças, adolescentes e adultos atendidos pela fundação. "Os professores da instituição irão replicar nossos cursos a partir do dia 22 de agosto. Com a parceria, 101 mil pessoas atendidas pela Fundação Bradesco irão se beneficiar com o projeto", estima Abdal.
O diretor adjunto da Fundação Bradesco Mário Hélio de Souza Ramos dá ênfase à educação financeira propiciada pelo projeto e a necessidade de refletir sobre o consumo, o mercado de trabalho e a organização das finanças pessoais. "Consideramos a proposta do Projeto Educar muito relevante, assim como a dinâmica usada para a formação dos professores envolvidos e os materiais elaborados para subsidiar todo o processo", diz.
"Os jovens têm grande dificuldade de poupar e planejar gastos, por isso um dos papéis da escola é o de prepará-los e conscientizá-los sobre o impacto de suas ações adequadas ou não ao seu projeto de vida", afirma Souza Ramos. "A parceria possibilitará programar as atividades desenvolvidas com os alunos, levando-os a refletir sobre a educação financeira, escolar e familiar correlacionando-as com o tema transversal 'Trabalho e Consumo', proporcionando o desenvolvimento da cidadania de forma consciente e crítica e a elaboração de planos de melhoria pessoal e econômica." (R.S.) | |
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