- Ano é marcado por recuperação extraordinária no mercado de capitais
De um cenário com baixa liquidez, a Bolsa passou para uma situação promissora, o que comprova a confiança do investidor e das companhias no sistema financeiro do País.
- Atividades voltadas às empresas atraem 160 diferentes companhias
Um dos destaques do "Programa de Formação, Fortalecimento e Consolidação da Cultura de Companhia Aberta" foi a Mentoria, destinada aos que já se decidiram abrir o capital.
- 3ª Edição do "Encontro Bovespa Mais" reúne Mastersaf, Alog e BS Bios
Evento, que terá nova versão em 2010, busca ampliar o relacionamento de empresas fechadas com agentes interessados em atuar no processo de abertura de capital.
- Ofertas públicas encerram o ano com captação de R$45,90 bilhões por 24 empresas
Com seis IPOs e 18 follows on, o valor arrecadado só perde para os R$70 bilhões contabilizados por 76 companhias em 2007.
- Importantes alterações regulatórias impactam a vida das companhias
Um dos destaques foi a divulgação da ICVM nº 480, que terá um seminário promovido pela BM&FBOVESPA, em parceria com a CVM e a ABRASCA nos dias 18 e 19/01, em SP e RJ.
- Conselho de Administração da BM&FBOVESPA conclui revisão dos Níveis de Governança
O próximo passo do processo de revisão para 2010 será a realização de seminários para apresentar às companhias listadas os principais pontos aprovados.
- BM&FBOVESPA e BNDES anunciam desenvolvimento de Índice Carbono Eficiente
A iniciativa tem o objetivo de incentivar as empresas a adotarem práticas de gestão ambiental voltadas para mudanças climáticas.
- BM&FBOVESPA lança novo índice para o setor financeiro
O Ifinanceiro começou a ser divulgado, em tempo real, em 04 de janeiro, e sua carteira de estreia, vigente até 30 de abril, é composta por 14 ativos de 13 empresas.
Ano é marcado por recuperação extraordinária no mercado de capitais
De um cenário com baixa liquidez, a Bolsa passou para uma situação promissora, o que comprova a confiança do investidor e das companhias no sistema financeiro do País
De todas as previsões feitas sobre a economia brasileira em 2009, nenhuma projetou recuperação tão extraordinária quanto a que a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBOVESPA) teve nesse ano. Mesmo os mais otimistas não imaginavam que o Índice Bovespa (Ibovespa), que chegou aos 37 mil pontos em dezembro de 2008, quebraria a barreira dos 50 mil pontos ainda no primeiro semestre e chegaria em dezembro com ganho acumulado superior a 82%. Em dólar, nenhuma outra aplicação, em todo o mundo, obteve tamanha rentabilidade nesse período.
No segmento Bovespa, o giro de negócios já voltou ao período pré-crise. No quarto trimestre de 2009, houve recorde de R$6,840 bilhões no volume financeiro médio diário negociado no mercado de ações da BM&FBOVESPA – esse valor superou em 3,34% a marca do quarto trimestre de 2007 ( R$6,619 bilhões) e foi 31,18% maior do que o volume médio diário (R$5,214 bilhões) negociado no terceiro trimestre de 2009.
De um cenário com baixa liquidez, a Bolsa passou para uma situação promissora, o que resultou em 24 ofertas públicas de ações na BM&FBOVESPA, num total de R$45,9 bilhões captados, valor que só perde para os R$70 bilhões contabilizados por 76 companhias em 2007. A excelente performance dos mercados da BM&FBOVESPA comprova a confiança do investidor e das companhias no sistema financeiro do País. Seis delas decidiram vir a mercado, realizando IPOs, num cenário em que os investidores se mostravam bastante seletivos. Em praticamente todas as ofertas públicas iniciais, as companhias optaram pela listagem no Novo Mercado ou no Nível 2, o que comprova o compromisso com as boas práticas de governança corporativa.
Aliás, o ano de 2009 também ficará marcado pela revisão das regras relacionadas às práticas de governança e de tratamento aos acionistas das empresas listadas no Novo Mercado. Nesse quesito, a aprovação dos itens a serem alterados, inseridos ou excluídos dos novos regulamentos, foi concluída em dezembro pelo Conselho de Administração da Bolsa.
Também merece destaque, em 2009, as diversas atividades do "Programa de Formação, Fortalecimento e Consolidação da Cultura de Companhia Aberta", realizado pela BM&FBOVESPA. Confira, nesta edição do Boletim Empresas, alguns desses assuntos.
Atividades voltadas às empresas atraem 160 diferentes companhias
Um dos destaques do "Programa de Formação, Fortalecimento e Consolidação da Cultura de Companhia Aberta" foi a Mentoria, destinada aos que já se decidiram abrir o capital
Voltadas às companhias e aos profissionais de mercado com interesse em aprofundar seus conhecimentos sobre o mercado de capitais, as atividades desenvolvidas e organizadas pela Diretoria de Relações com Empresas em 2009, no âmbito do "BM&FBOVESPA Empresas", foram prestigiadas, no total, por 354 participantes, que participaram dos seguintes eventos: Café da Manhã com Conselheiro de Empresa de Capital Fechado; Encontro com a CVM; Imersão em Abertura de Capital; Legislação aplicável ao Mercado de Capitais; Workshop Empresas; além de cursos sobre Governança Corporativa, IFRS e Relações com Investidores. No total, 160 diferentes empresas compareceram a pelo menos um desses eventos.
As atividades, que fazem parte do "Programa de Formação, Fortalecimento e Consolidação da Cultura de Companhia Aberta", se estendem para praças fora do eixo Rio-São Paulo, como o "Café da Manhã com o Conselheiro de Administração", realizado, em junho, em Porto Alegre. Nesse evento, foi abordada a importância da constituição de um Conselho de Administração perante um grupo de acionistas e administradores de empresas fechadas. A palestra foi ministrada por Nestor Perini, presidente do Conselho de Administração da Lupatech S.A., empresa que aderiu ao Novo Mercado em maio de 2006.
No mês de junho teve início o processo de Mentoria (Aconselhamento sobre Abertura de Capital) proporcionado pela SLC Agrícola a uma empresa interessada nos aspectos da preparação para a abertura de capital. A Mentoria é destinada a empresas que já se decidiram por abrir o capital, estão em fase de preparação e necessitam partilhar da experiência de quem já trilhou esse caminho. O processo é voltado ao principal acionista/executivo de empresas fechadas que estejam decididas a abrir o capital no prazo de três anos. Os mentores serão conselheiros ou principais executivos de empresas que abriram o capital a partir de 2004.
Já no evento "Imersão em Abertura de Capital", o objetivo foi apresentar, detalhadamente, os principais aspectos relacionados ao processo de IPO (Initial Public Offering). Sócios, conselheiros e executivos de sete empresas de capital fechado participaram da atividade conduzida por profissionais da BM&FBOVESPA, da Deloitte, do Pinheiro Neto Advogados e do Banco Santander, parceiros da Bolsa nessa iniciativa.
O evento foi realizado em duas etapas ), num hotel localizado em São Paulo. Na primeira, realizada em 30 e 31 de julho, foram abordadas as motivações, implicações e exigências relacionadas à abertura de capital, a governança corporativa e os segmentos diferenciados de listagem, o papel desempenhado pelos agentes envolvidos no processo, o panorama macroeconômico, o planejamento estratégico e a importância de preparar a empresa para as oportunidades.
Na segunda etapa (13 e 14 de agosto), o evento prosseguiu com apresentações sobre estatuto social e direito dos acionistas, prospecto de distribuição e demais documentos da operação. Também foram detalhados aspectos relacionados à estruturação da operação e do processo de venda, tais como: características da oferta, responsabilidade pelas informações contidas no prospecto, cronograma, processo de venda e definição do preço das ações, bem como o comportamento esperado pelos investidores e pelo mercado para as empresas após o IPO.
O encerramento foi marcado pelo relato de um empreendedor que abriu o capital recentemente. O convidado pela Bolsa para essa tarefa foi o diretor presidente da Totvs, Laércio Cosentino, que contou sua experiência desde a preparação da empresa até a realização da oferta pública inicial.
Ao longo de 2010, a BM&FBOVESPA continuará a oferecer atividades que visem ao desenvolvimento e à atualização de companhias abertas e empresas de capital fechado. Em breve, será divulgada a programação deste ano, tendo como um dos destaques a reformulação do conteúdo e do formato do Workshop Empresas – Divulgação de Informações. Essa atividade,com enfoque prático, tem o objetivo de abordar os aspectos mais relevantes para a atualização de informações e envio de documentos que atendam às exigências para manutenção do registro de companhia aberta.
Com as mudanças introduzidas pela recém-editada Instrução CVM n°480 e a introdução do Formulário de Referência, encontra-se em fase de desenvolvimento novo sistema para atualização das informações pelas empresas. Nesse sentido, as próximas edições do Workshop Empresas terão o intuito de ambientar os usuários com o novo sistema.
3ª Edição do "Encontro Bovespa Mais" reúne Mastersaf, Alog e BS Bios
Evento, que terá nova versão em 2010, busca ampliar o relacionamento de empresas fechadas com agentes interessados em atuar no processo de abertura de capital.
Em 2009, foi realizada a terceira edição do "O Encontro Bovespa Mais", evento que busca ampliar o relacionamento de empresas fechadas com agentes interessados em atuar no processo de abertura de capital (intermediários financeiros, assessores legais e auditores). Nesse evento, três empresas fechadas – Mastersaf, Alog e BS Bios – apresentaram-se para 91 representantes de intermediários financeiros, assessores legais e auditores.
O objetivo da Bolsa é promover, ao longo de 2010, outras edições com empresas interessadas em se listar no segmento "Bovespa Mais".
Ofertas públicas encerram o ano com captação de R$45,90 bilhões por 24 empresas
Com seis IPOs e 18 follows on, o valor arrecadado só perde para os R$70 bilhões contabilizados por 76 companhias em 2007.
Em 2009, o volume financeiro captado por 24 empresas com ofertas públicas de ações na BM&FBOVESPA somou R$45,9 bilhões, valor que só perde para os R$70 bilhões contabilizados por 76 companhias em 2007. Foram seis IPOs (Initial Public Offering) realizados, os quais totalizaram mais da metade dos recursos obtidos no período. Os investidores estrangeiros foram os responsáveis pela aquisição de 66% do montante ofertado, seguidos pelos institucionais com 16% e varejo (que inclui pessoas físicas e clubes de investimento), com 8%.
Juntas, as ofertas públicas iniciais de Visanet, Tivit, Banco Santander Brasil, Cetip, Direcional Engenharia e Laboratórios Fleury arrecadaram R$23,74 bilhões. Os outros R$ 22,15 bilhões foram captados por outras 18 companhias já listadas. O destaque do período foi o IPO do Banco Santander Brasil que levantou R$13 bilhões, estabelecendo o recorde do ano em todo o mundo.
A primeira oferta do ano ficou por conta do follow on da Redecard, que captou R$2,21 bilhões, enquanto que o primeiro IPO foi o da Visanet, com R$8,39 bilhões em 29/06. Pertence ao setor de construção civil o maior número de empresas da lista de ofertas públicas do ano. Foram cinco follows on (oferta subsequente) e um IPO, realizado em 19/11 pela Direcional Engenharia.
O último IPO do ano, do Grupo Fleury, aconteceu em 17/12, quando as ações da companhia passaram a ser negociadas no Novo Mercado da BM&FBOVESPA. Os papéis emitidos passaram a integrar também o Índice de Ações com Governança Corporativa (IGC). Com o Fleury, subiu para 159 o número de empresas que participam dos segmentos diferenciados de Governança Corporativa da BM&FBOVESPA, sendo 105 no Novo Mercado, 19 no Nível 2 e 35 no Nível 1.
Ofertas Públicas em 2009
| INFORMAÇÕES DA OFERTA |
VOLUME TOTAL (R$) |
PARTICIPAÇÃO ³ |
| COMPANHIA |
CLASSIFICAÇÃO |
INÍCIO DE NEGOCIAÇÃO |
ESTRANGEIROS |
| REDECARD |
FOLLOW ON |
26/03/09 |
2.212.895.370 |
87% |
| MRV |
FOLLOW ON |
25/06/09 |
722.137.500 |
70% |
| VISANET |
IPO |
29/06/09 |
8.397.208.920 |
57% |
| BR MALLS PAR |
FOLLOW ON |
03/07/09 |
835.857.045 |
79% |
| LIGHT S/A |
FOLLOW ON |
15/07/09 |
772.091.520 |
47% |
| HYPERMARCAS |
FOLLOW ON |
16/07/09 |
793.500.000 |
80% |
| BRF FOODS |
FOLLOW ON |
23/07/09 |
5.290.000.000 |
32% |
| NATURA |
FOLLOW ON |
03/08/09 |
1.505.104.892 |
59% |
| TIVIT |
IPO |
28/09/09 |
574.566.690 |
85% |
| MULTIPLAN |
FOLLOW ON |
28/09/09 |
792.350.000 |
74% |
| ROSSI RESID |
FOLLOW ON |
05/10/09 |
928.125.000 |
73% |
| PDG REALT |
FOLLOW ON |
05/10/09 |
1.058.400.000 |
73% |
| SANTANDER BR ¹ |
IPO |
07/10/09 |
13.182.457.728 |
80% |
| GOL ¹ |
FOLLOW ON |
13/10/09 |
1.026.135.000 |
49% |
| BROOKFIELD |
FOLLOW ON |
22/10/09 |
664.700.000 |
43% |
| CCR RODOVIAS |
FOLLOW ON |
23/10/09 |
1.263.735.000 |
69% |
| IGUATEMI |
FOLLOW ON |
26/10/09 |
410.400.000 |
48% |
| CETIP |
IPO |
28/10/09 |
772.991.934 |
84% |
| CYRELA REALT |
FOLLOW ON |
29/10/09 |
1.182.500.000 |
72% |
| MARFRIG |
FOLLOW ON |
12/11/09 |
1.501.760.000 |
48% |
| DIRECIONAL |
IPO |
19/11/09 |
273.999.999 |
64% |
| ENERGIAS BR |
FOLLOW ON |
26/11/09 |
441.750.000 |
58% |
| ANHANGUERA |
FOLLOW ON |
10/12/09 |
750.375.000 |
79% |
| FLEURY ² |
IPO |
17/12/09 |
548.028.800 |
N/D |
¹ Dados referentes somente à "Oferta Brasileira",até 04/01/2010.
² Dados preliminares (empresas que não publicaram o 'Anúncio de Encerramento').
Importantes alterações regulatórias impactam a vida das companhias
Um dos destaques foi a divulgação da ICVM nº 480, que terá um seminário promovido pela BM&FBOVESPA, em parceria com a CVM e a ABRASCA nos dias 18 e 19/01, em SP e RJ.
O ano de 2009 assinalou a ocorrência de importantes alterações regulatórias com impactos diretos sobre a vida das companhias, dentre as quais, a normatização advinda da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de 26 pronunciamentos contábeis elaborados pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) em consonância com as alterações previstas pela Lei nº 11.638/2007.
Um dos maiores destaques do ano, no campo da regulamentação aplicável às companhias, foi a divulgação da ICVM nº 480, que dispõe sobre o registro de emissores de valores mobiliários admitidos à negociação em mercados regulamentados de valores mobiliários, que entrou em vigor no início deste ano. Trata-se da "Nova 202", como ainda é referida por alguns agentes de mercado.
Em relação a essa nova instrução, cabe destacar que os emissores poderão requerer registro perante a CVM em uma das seguintes categorias: (i) Categoria A – esse registro autoriza a negociação de qualquer tipo de valor mobiliário nos mercados regulamentados; e (ii) Categoria B – esse registro autoriza a negociação de valores mobiliários do emissor em mercados regulamentados, exceto ações, certificados de depósitos de ações e outros valores mobiliários conversíveis em ações. Adicionalmente, a instrução cria novo formulário visando ao aumento da transparência das companhias: o Formulário de Referência (em substituição ao IAN), o qual deverá conter informações semelhantes às dispostas nos prospectos de distribuição de valores mobiliários de forma padronizada.
Ainda no final de 2009, a CVM editou a ICVM nº 481, que dispõe sobre informações e pedidos públicos de procuração para exercício do direito de voto em assembléias de acionistas.
De acordo com Maria Helena Santana, presidente da CVM, "as edições da Instrução 480, a qual modifica toda a divulgação de companhias abertas, e a de assembleias [481] foram muito importantes. Elas trazem uma mudança muito grande na condição dos investidores de acompanhar empresas abertas, de cobrar explicações e desempenho".
Eventos sobre as ICVMs nº 480 e nº 481 – A BM&FBOVESPA, em parceria com a CVM e a ABRASCA, promoverá dois eventos: dia 18/01 em São Paulo pela manhã e dia 19/01, no Rio de Janeiro no período da tarde. O programa detalhado já está disponível no site da Bolsa.
Conselho de Administração da BM&FBOVESPA conclui revisão dos Níveis de Governança
O próximo passo do processo de revisão para 2010 será a realização de seminários para apresentar às companhias listadas os principais pontos aprovados.
A aprovação dos itens a serem alterados, inseridos ou excluídos nos novos regulamentos dos Níveis Diferenciados de Governança Corporativa da BM&FBOVESPA foi concluída em dezembro pelo Conselho de Administração da Bolsa. O processo de revisão das regras que diferenciam as empresas listadas nos segmentos especiais de governança foi iniciado em novembro de 2008. Após cumprir amplo roteiro de debates com as companhias e promover a discussão pública do assunto em eventos abertos, o Conselho de Administração da Bolsa definiu quais itens da proposta original serão inseridos, alterados ou excluídos das novas regulamentações.
O próximo passo para 2010 será a realização de seminários para apresentar às companhias listadas os principais pontos aprovados. Em seguida, será realizada audiência restrita com as empresas, etapa que prevê a aprovação das alterações das regras pelas empresas antes do envio do documento final para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Cronologia – A primeira revisão dos níveis de governança foi finalizada em 2006. Desde essa época, a Bolsa passou a compilar opiniões e sugestões enviadas por diversos agentes de mercado. O resultado foi a criação de uma lista de recomendações formulada pela BM&FBOVESPA e submetida à avaliação da Câmara Consultiva do Novo Mercado (CCMN) no início de 2009. Ao longo desse ano, a Bolsa realizou 16 fóruns de discussão com a presença de 169 representantes das empresas listadas nos segmentos especiais, para apresentar as propostas de revisão e debater as recomendações da CCMN sobre elas.
Em setembro, foram realizados, no Rio de Janeiro e em São Paulo, os seminários "Desafios do Novo Mercado", os quais reuniram mais de 700 pessoas em discussões abertas ao público. Participaram desses debates representantes das empresas listadas, CVM, CCMN, Câmara de Arbitragem do Novo Mercado (CAM), investidores institucionais e internacionais, bancos de investimento, especialistas em governança corporativa e escritórios de advocacia.
Durante o encerramento do seminário em São Paulo, em 10 de setembro, o presidente do Conselho de Administração da BM&FBOVESPA, Arminio Fraga, ressaltou a importância do debate público sobre a revisão dos regulamentos vigentes dos níveis de governança corporativa. "Nosso objetivo de levantar o assunto junto ao público foi atingido com discussões francas e construtivas. Nem sempre as ideias foram convergentes, mas todos os pontos discutidos vão resultar em um regulamento positivo para o mercado". Na ocasião, Fraga ainda destacou o papel do Novo Mercado na consolidação da imagem positiva do Brasil para o investidor estrangeiro. "Atualmente, o mercado de capitais brasileiro é mais conhecido no exterior e isso é fruto de um trabalho de muitos anos. Hoje, nós estamos todos aqui reunidos contribuindo para que essa imagem perdure", acrescentou.
BM&FBOVESPA e BNDES anunciam desenvolvimento de Índice Carbono Eficiente
A iniciativa tem o objetivo de incentivar as empresas a adotarem práticas de gestão ambiental voltadas para mudanças climáticas.
A BM&FBOVESPA e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram, durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP-15), em Copenhague, o desenvolvimento do Índice Carbono Eficiente, para estimular as companhias de capital aberto a reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa. Nesse evento, a diretora de Sustentabilidade da Bolsa, Sonia Favaretto, e o gerente de Produtos Ambientais, Energia e Metais, Guilherme Fagundes, explicaram que a iniciativa tem o objetivo de incentivar as empresas a adotarem práticas de gestão ambiental voltadas para mudanças climáticas. O Índice Carbono Eficiente será ponderado pelo inventário de emissões de gases de efeito estufa, o qual reflete a contabilização da emissão de todas as fontes de atividades associadas a uma companhia.
O Índice Carbono Eficiente será estruturado em 2010, a partir do IBrX-50, indicador composto pelas 50 ações mais negociadas na BM&FBOVESPA, ponderadas na carteira pelo free float (quantidade de ações da empresa disponíveis para negociação no mercado). O peso de cada ação no novo índice terá como base a participação da empresa no IBrX-50 e também sua eficiência em emissões de gases de efeito estufa. Quanto menor a relação entre as emissões desses gases e a receita da empresa, maior será sua eficiência.
Dessa forma, as companhias com maior eficiência em emissões de gases de efeito estufa, em relação às demais do setor na carteira, tenderão a aumentar seu peso no novo índice, em comparação com sua participação no IBrX-50. Por outro lado, aquelas pouco eficientes em emissões desses gases tenderão a ter sua participação reduzida no novo índice, em relação à sua presença no IBrX-50.
Espera-se que a criação de um índice de ações brasileiro ponderado por emissão de gases de efeito estufa traga os seguintes impactos positivos: incentivo às empresas brasileiras de capital aberto mais líquidas a mensurarem e gerirem suas emissões; maior transparência das companhias a respeito de suas emissões de gases de efeito estufa; e criação de oportunidades de investimento para pessoas sensíveis às questões ambientais.
Da mesma forma, o BNDES e a BM&FBOVESPA acreditam que essa cooperação contribuirá para a difusão de uma cultura corporativa ambientalmente sustentável e ajudará a preparar as empresas para o futuro em uma economia de baixo carbono.
BM&FBOVESPA lança índice para o setor financeiro
O Ifinanceiro começou a ser divulgado, em tempo real, em 04 de janeiro, e sua carteira de estréia, vigente até 30 de abril, é composta por 14 ativos de 13 empresas.
A Bolsa desenvolveu novo índice financeiro que mede o comportamento das ações das empresas dos setores Intermediários Financeiros, Serviços Financeiros Diversos e Previdência e Seguros. Conhecido como Ifinanceiro, o Índice BM&FBOVESPA Financeiro começou a ser calculado e divulgado, em tempo real, em 04 de janeiro. A carteira de estréia, vigente até 30 de abril de 2010, é composta por 14 ativos de 13 empresas.
O Ifinanceiro, que recebeu o código de negociação de IFNC, é composto por ativos de bancos, financeiras, gestores de recursos, empresas de leasing, processadoras de cartões de crédito, seguradoras, dentre outras. Este é o décimo quinto índice desenvolvido pela Bolsa e foi criado para possibilitar que os investidores diversifiquem suas estratégias de investimento, além de viabilizar o lançamento de novos derivativos financeiros, como os ETFs (Exchange Traded Funds).
Uma empresa só pode compor a carteira teórica do Ifinanceiro se, inicialmente, integrar o grupo de ações responsáveis por 98% dos totais de negócios e de volume financeiro registrados pelo lote-padrão no mercado a vista, além de precisar ter sido negociada em 95% dos pregões no período de 12 meses. Já as empresas com menos de doze meses de listagem na Bolsa só poderão participar do IFNC se tiverem mais de seis meses de negociação com, no mínimo, 95% de presença em pregão nos últimos seis meses do período de análise.