Natura comemora cinco anos de abertura de capital na Bolsa
Um toque de campainha, simbolizando o início do pregão do dia 26 de
maio, marcou a comemoração do primeiro Dia da Empresa na BM&FBOVESPA,
em homenagem aos cinco anos de abertura de capital da Natura Cosméticos S.A.
A companhia iniciou a negociação de suas ações em 26
de maio de 2004, tornando-se um símbolo da retomada do mercado acionário
no Brasil. Na ocasião, também ingressou no Novo Mercado, sendo a terceira
empresa a aderir ao nível mais elevado de Governança Corporativa da
BM&FBOVESPA.
“A Bolsa tem nos ajudado a exercitar o processo contínuo de aprimoramento
das práticas de Governança Corporativa, de transparência e de
atualização com o que há de melhor neste sentido, exercendo,
de fato, uma parceria”, afirmou, durante o evento, o co-presidente do Conselho de
Administração da Natura, Pedro Luiz Barreiro Passos. De acordo com
ele, a valorização das ações da companhia mostra que
o ingresso no mercado de capitais foi uma excelente oportunidade econômica.
“E foi, em grande parte, o mercado que nos ajudou a alcançar esse resultado”,
acrescentou.
Segundo Passos, a Natura realizou seu IPO acreditando nos fundamentos estratégicos
que propunha. “Todos os compromissos que assumimos naquele momento e também
todas as premissas que tínhamos se confirmaram verdadeiras. Apresentamos
uma oferta de uma empresa inovadora, com possibilidades de se valorizar e oferecer
oportunidades ao mercado. E isso se concretizou”, afirmou. Para ele, o mercado reconheceu
naqueles fundamentos o compromisso da empresa com a sociedade. “Ativos intangíveis,
como a boa governança ou uma marca que expressa identidade de compromisso
socioambiental, capturam valor. E este é um pequeno exemplo que a Natura
deixa nesta história de cinco anos aqui na Bolsa”, complementou.
O diretor presidente da BM&FBOVESPA, Edemir Pinto, recordou que o Brasil atravessou
um período de conjuntura econômica desfavorável no início
do ano 2000, com os problemas da bolha da internet, da crise argentina, do “apagão”
energético e do ataque às torres gêmeas, fatos que contribuíam
para retardar a chegada de novas empresas à Bolsa. “Naquele momento ainda
tão difícil, ao acreditar que seu IPO poderia ser bem-sucedido, a
Natura tornou-se protagonista da história do mercado de capitais no Brasil”,
destacou.
Para Edemir, a ousadia e a confiança no mercado que a Natura demonstrou,
em maio de 2004, abriram o caminho para uma fila de mais de uma centena de companhias
que passaram a enxergar a Bolsa como uma fonte para captação de recursos.
“O sucesso de sua oferta resultou no início de um círculo virtuoso
e a empresa pavimentou uma história de transparência e credibilidade”,
afirmou, lembrando que, desde então, a Bolsa foi palco de 110 IPOs (incluindo
o da própria Natura).
Edemir também reafirmou o compromisso da Bolsa de caminhar ao lado das companhias
brasileiras, oferecendo produtos e serviços que possam contribuir para o
seu crescimento, por meio do programa BM&FBOVESPA Empresas, lançado recentemente.
O diretor executivo de Desenvolvimento e Fomento de Negócios da BM&FBOVESPA,
Paulo Oliveira, explicou que o Dia da Empresa é uma iniciativa da Bolsa para
proporcionar maior visibilidade às companhias, valorizando o papel fundamental
que desempenham para o desenvolvimento do País. “A visibilidade é
fundamental para que a sociedade entenda a função das empresas e as
condições que elas têm de crescer e contribuir para o avanço
econômico do Brasil, por meio dos mercados da Bolsa”, disse.
Consulta pública para definição do questionário do Índice
de Sustentabilidade Empresarial (ISE) vai até 25/06
O processo que definirá quais empresas irão compor a próxima
carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) começou em
27/05, com a abertura da consulta pública que reunirá sugestões
a serem observadas na elaboração do novo questionário que será
enviado para as companhias. Até 25/06, todos os interessados poderão
enviar suas propostas, por meio do endereço eletrônico www.isebovespa.com.br/consultapublica.
Em 15/06, será realizada na Fundação Getulio Vargas, em São
Paulo , uma audiência pública presencial, oportunidade para que o público
possa discutir em conjunto com os representantes do Conselho Deliberativo do ISE
as atualizações necessárias. A metodologia do ISE prevê
alterações, a cada ano, nos critérios de análise das
empresas, a fim de que sejam contemplados os aspectos de sustentabilidade ainda
não previstos nos questionários anteriores, visando ao aprimoramento
contínuo da avaliação.
Uma vez encerrado o prazo de consulta pública, o Centr o de Estudos em Sustentabilidade
da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação
Getulio Vargas (GVCes) – instituição responsável pela elaboração,
aplicação e avaliação do questionário – apresentará
proposta com as questões a serem abordadas para o Conselho Deliberativo do
ISE, a quem caberá ratificá-las ou não.
Depois de definido o questionário, as companhias detentoras das 150 ações
mais negociadas no pregão serão convidadas pela BM&FBOVESPA para
respondê-lo. Aquelas que obtiverem a pontuação necessária
poderão integrar a nova carteira do indicador, que contará, no máximo,
com 40 empresas. Atualmente, o ISE é composto por 37 ativos de 29 companhias.
A divulgação da nova carteira ocorrerá um dia após o
Conselho do ISE aprovar a relação de empresas integrantes. E todas
aquelas que responderem o questionário receberão o Relatório
de Desempenho e Análise Estatística no dia posterior ao anúncio.
A nova carteira passará a vigorar a partir de 1º/12, quando o índice
completa cinco anos de existência.
EDP Energias do Brasil e TIM: empresas acreditam que ISE
estimula comprometimento contínuo com a sustentabilidade
Na EDP Energias do Brasil, que ingressou no ISE em 2006 e se manteve em todas as
carteiras seguintes, o índice vem estimulando um movimento mais abrangente
da empresa no sentido de atingir um desempenho sustentável e a adoção
de um planejamento sólido e coerente, conforme informa o diretor Executivo
do Instituto EDP, Pedro Sirgado. “Ao aderir ao índice, a companhia precisa
ter consciência de que essa decisão é só o início
de uma caminhada, de um processo de melhoria contínuo, uma vez que o questionário
é evolutivo, incluindo, a cada ano, novos temas”, afirma.
Em vez de ficar esperando para ver quais as novas exigências do questionário
do ISE, Sirgado conta que foram criados mecanismos para que pudessem se antecipar
a elas e estar preparados. Em sua avaliação, para ingressar e se manter
no índice, é necessário que haja sintonia entre os diversos
setores da empresa e que todos estejam comprometidos com esse objetivo. “A área
de sustentabilidade acaba funcionando como indutora e facilitadora. Mas se as demais
equipes não estiverem envolvidas, não haverá resultados efetivos.
Na EDP, o movimento passou a envolver os funcionários de tal forma que eles
próprios nos procuram, trazendo idéias e perguntando de que forma
podem contribuir para a manutenção da companhia no ISE”, revela Sirgado.
Para Claudio Zezza, diretor Financeiro e de Relações com Investidores
da TIM Participações S.A., que passou a integrar o ISE em 2008, participar
do processo de seleção do índice vem trazendo para a companhia
um aprendizado contínuo, que é aprofundado diariamente. “Nós
entendemos que esse índice é um meio para desenvolver e disseminar
todos os aspectos da sustentabilidade na nossa gestão. Desde 2002, já
atuávamos comprometidos com o desenvolvimento sustentável. Mas o ISE
incentivou ainda mais a união interna das diversas áreas da empresa
em direção à melhoria da gestão estratégica para
a sustentabilidade”, explica.
Tarpon Investimentos é a mais nova integrante do Novo Mercado
As ações
da Tarpon Investimentos S.A. passaram a ser negociadas no Novo Mercado, nível
mais elevado de Governança Corporativa da BM&FBOVESPA, a partir do pregão
de 26/05/2009, sob o código TRPN3.
A companhia, que atua como gestora de recursos, concentrada em investimentos em
Bolsa e de private equity , também passou a integrar o Índice
de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC) e o
Índice de Ações com Tag Along Diferenciado (Itag).
Com a adesão da Tarpon Investimentos, o número de empresas listadas
no Novo Mercado totaliza 100. Essas companhias, juntamente com as 58 presentes no
Nível 1 e no Nível 2 de Governança Corporativa, representaram,
em abril de 2009, cerca de 70% do volume financeiro do segmento Bovespa e quase
60% da capitalização de mercado.
BM&FBOVESPA realiza Fóruns de Discussão com as Companhias Listadas entre os dias 1º e 19 de junho de 2009
A revisão das regras do Novo Mercado, Níveis 1 e 2, além do Bovespa Mais tem por objetivo contribuir para a preservação do valor dos segmentos e, consequentemente, do diferencial das companhias neles listadas. A iniciativa surgiu em decorrência das mudanças na regulamentação aplicável ao mercado de capitais, bem como da evolução das próprias companhias listadas e dos mercados de capitais doméstico e internacional.
O fato de os segmentos diferenciados de listagem terem se tornado referência para os mercados brasileiro e internacional, extrapolando os próprios limites da Bolsa, explica a necessidade de compartilhar o processo de revisão com outros agentes de mercado. Para refletir a opinião e as realidades destes vários agentes, a BM&FBOVESPA constituiu a Câmara Consultiva do Novo Mercado (CCNM), integrada por mais de 20 membros escolhidos entre investidores, administradores de companhias listadas, juristas, especialistas em Governança Corporativa, intermediários financeiros e presidentes de entidades representativas do setor.
Desde o início dos trabalhos, em novembro de 2008, a CCNM analisou as diversas propostas de alteração dos Regulamentos de Listagem apresentadas, desde 2006 (ano da última revisão), por investidores, companhias abertas, entidades voltadas para a discussão de Governança, outras entidades do mercado e pela própria Bolsa. No final do mês de abril, a CCNM concluiu sua avaliação e elaborou um conjunto de recomendações que foram encaminhadas ao Conselho de Administração da Bolsa.
Visando à reflexão destas propostas, a BM&FBOVESPA realizará, ao longo do mês de junho, fóruns de discussão com as companhias. Os objetivos destes fóruns são a sensibilização sobre a necessidade da evolução das regras e a avaliação da sua implementação, por parte das companhias.
A participação ativa das companhias nos fóruns de discussão será de fundamental importância no processo de revisão, dado que o Conselho de Administração da Bolsa, responsável em última instância pelo teor do novo Regulamento, tomará como importantes subsídios as recomendações da CCNM e as considerações das companhias.
Para agendar participação nos fóruns, as empresas devem escolher uma das datas informadas no cronograma abaixo e contatar a Gerência de Desenvolvimento de Empresas, pelos telefones (11) 3233-2004/2341.
Cronograma dos Fóruns de Discussão
| Data |
Horário |
Segmento |
Local |
| 01/06/2009 |
09h00 – 13h00 |
Novo Mercado |
São Paulo |
| 02/06/2009 |
14h30 – 18h30 |
Novo Mercado |
São Paulo |
| 03/06/2009 |
14h30 – 18h30 |
Novo Mercado |
São Paulo |
| 04/06/2009 |
14h30 – 18h30 |
Novo Mercado |
São Paulo |
| 05/06/2009 |
09h00 – 13h00 |
Novo Mercado |
São Paulo |
| 08/06/2009 |
14h00 – 18h00 |
Novo Mercado |
Rio de Janeiro |
| 09/06/2009 |
14h30 – 18h30 |
Novo Mercado |
São Paulo |
| 10/06/2009 |
09h00 – 13h00 |
Novo Mercado |
São Paulo |
| 15/06/2009 |
09h00 – 13h00 |
Nível 2 |
São Paulo |
| 16/06/2009 |
14h30 – 18h30 |
Nível 2 |
São Paulo |
| 17/06/2009 |
09h00 – 13h00 |
Nível 1 |
São Paulo |
| 18/06/2009 |
14h30 – 18h30 |
Nível 1 |
São Paulo |
| 19/06/2009 |
09h00 – 13h00 |
Nível 1 |
São Paulo |
Proxy Voting – Edital de Audiência Pública nº 02/2009 (CVM)
Instrução sobre informações e pedidos públicos de procuração para exercício do direito de voto em assembléias de acionistas
No âmbito do processo de importantes alterações regulatórias implementadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cabe destaque à minuta de instrução que trata das informações e dos pedidos públicos de procuração para exercício do direito de voto em assembléias de acionistas, submetida à audiência pública (Edital de audiência pública nº 02/2009).
De acordo com o próprio edital, “a minuta integra o rol de medidas que a CVM vem adotando para melhorar a qualidade das informações divulgadas pelas companhias aos seus acionistas e ao mercado em geral”. Conforme a minuta, as informações e documentos exigidos variam de acordo com o assunto a ser deliberado, abrangendo as seguintes matérias: eleição de administradores ou membros do Conselho Fiscal; fixação da remuneração dos administradores; aprovação de plano de remuneração com base em ações; reforma do estatuto social; aumento do capital social; criação de ações preferenciais ou alteração das preferências, vantagens ou condições de resgate ou amortização das ações preferenciais; redução do dividendo obrigatório; aquisição do controle de outra sociedade e escolha de avaliadores.
Adicionalmente, a minuta regulamenta os pedidos públicos de procuração, cuja importância crescente advém da verificação de companhias sem nenhum acionista majoritário. Nesse sentido, é importante destacar a alteração do papel desempenhado pela assembléia geral de acionistas num contexto de dispersão ou pulverização de capital: a assembléia que normalmente representava um fórum de ratificação das decisões tomadas pelos acionistas controladores passa a ser a instância, de fato, das decisões dos acionistas. A alteração qualitativa, sob essa perspectiva, enfatiza a necessidade de um mecanismo que reduza o custo do exercício do direito de voto e facilite a participação dos acionistas na supervisão dos negócios das companhias abertas. Com esse objetivo, a minuta procura fomentar a utilização da rede mundial de computadores e das procurações eletrônicas como meio de organização dos acionistas.
Os interessados em participar da audiência pública têm até o dia 1º de junho de 2009, próxima segunda-feira, para se manifestar, encaminhando comentários e sugestões à Superintendência de Desenvolvimento de Mercado, preferencialmente pelo endereço eletrônico audpublica0209@cvm.gov.br.
A íntegra do edital de audiência pública está disponível no site da CVM.
Número de Empresas
O número de empresas listadas na BM&FBOVESPA, para negociação em mercado de
bolsa, em maio, foi de 431. Na tabela abaixo temos a distribuição dessas empresas
entre os quatro segmentos de listagem existentes.
| Mercado |
Maio/09 |
Part (%)* |
| Novo Mercado |
100 |
23,2% |
| Nível 2 |
18 |
4,2% |
| Nível 1 |
40 |
9,3% |
| Básico e BDRs |
273 |
63,3% |
| Total |
431 |
100% |
Capitalização de Mercado
Capitalização de Mercado é o valor total das ações de uma empresa, com base na sua
cotação no mercado. Na tabela abaixo temos a capitalização de mercado de cada segmento
de listagem (em milhões de reais).
| Mercado |
Maio/09 |
Part (%)* |
| Novo Mercado |
349.319 |
19,2% |
| Nível 2 |
43.423 |
2,4% |
| Nível 1 |
671.657 |
37,0% |
| Básico e BDRs |
750.736 |
41,4% |
| Total |
1.815.134 |
100% |
Volume Financeiro
O volume financeiro da BM&FBOVESPA no mercado à vista de ações, no mês de maio,
foi de R$ 98 bilhões. Abaixo encontram-se as médias diárias por segmento de listagem
(em milhões de reais).
| Mercado |
Maio/09 |
Part (%)* |
| Novo Mercado |
1.180 |
24,0% |
| Nível 2 |
155 |
3,2% |
| Nível 1 |
2.278 |
46,4% |
| Básico e BDRs |
1.295 |
26,4% |
| Total |
4.908 |
100% |
*Participação sobre o total.
Índices
A evolução no mês de maio de alguns dos principais índices da BM&FBOVESPA segue:
Rentabilidade Acumulada (%)
| Indice |
Maio/09 |
desde 25/06/01* |
| IGC |
9,8% |
403,2% |
| Ibovespa |
12,5% |
266,4% |
| IBrX50 |
11,5% |
391,2% |
* 25/06/2001 marcou o início da negociação de ações de empresas pertencentes aos
Níveis Diferenciados de Governança Corporativa (Novo Mercado, Nível 2 e Nível 1).
Evolução dos índices
(Base 1.000 - desde 25/06/2001)
Ibovespa (Índice BOVESPA)
Carteira teórica composta pelas ações que, em conjunto, representam 80% do volume
transacionado a vista nos 12 meses anteriores à formação da carteira. Como critério
adicional, exige-se que a ação apresente, no mínimo, 80% de presença nos pregões
do período.
IBRX50 (Índice Brasil 50)
Carteira teórica composta por 50 ações selecionadas entre as mais negociadas da
BM&FBOVESPA em termos de liquidez, ponderadas na carteira pelo valor de mercado
das ações disponíveis à negociação.
IGC (Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada)
Carteira composta por ações de companhias listadas nos segmentos especiais da BM&FBOVESPA.
Os segmentos especiais destinam-se a listar ações de companhias com boas práticas
de governança corporativa. Em maio, o segmento especial Nível 1 contava com 40 empresas,
o Nível 2 com 18 e o Novo Mercado com 100.
Comparativo das Bolsas ¹ - Captações por meio de ações
(em milhões de US$) - Abril de 2009
Mercados da América Latina

Mercados Emergentes ²

Fonte: WFE - 04/05/2009
² Países Membros do Comitê de Mercados Emergentes da IOSCO
Mercados Mundiais

Comparativo das Bolsas - Capitalização de mercado (em bilhões
de US$) - Abril de 2009
Mercados da América Latina

Mercados Emergentes ²

Fonte: WFE - 04/05/2009
² Países Membros do Comitê de Mercados Emergentes da IOSCO
Mercados Mundiais

Comparativo das Bolsas - Média diária de negociação (em milhões
de US$) - Abril de 2009
Mercados da América Latina

Mercados Emergentes ²

Fonte: WFE - 04/05/2009
² Países Membros do Comitê de Mercados Emergentes da IOSCO
Mercados Mundiais
