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Índice de Confiança na Justiça (ICJBrasil) recua 5% no terceiro trimestre de 2009

Segunda medição do indicador registrou variação negativa nas sete regiões metropolitanas pesquisadas. Para coordenadora, uma maior exposição negativa da Justiça durante o período da sondagem pode justificar o resultado, além do ajuste na metodologia: houve um aumento do peso dado às informações sobre a percepção da população em relação ao Judiciário em detrimento às respostas referentes ao comportamento dos pesquisados frente à instituição.

03|12|2009

O ICJBrasil - Indice de Confiança na Justiça - referente ao terceiro trimestre de 2009 - recuou 5% em relação ao segundo trimestre de 2009, registrando 5,6 pontos, numa escala de 0 a 10. No segundo semestre de 2009, o ICJBrasil foi de 5,9 pontos. A queda foi puxada pelo subíndice de percepção, que registrou uma retração de 6% no mesmo período, passando de 5 para 4,7 pontos, numa escala de 0 a 10 pontos. Já o subíndice de comportamento - que mede se a população recorreria ou não ao Judiciário em situações hipotéticas - passou de 8 para 7,8 pontos no período (uma retração de 2,5%).

O ICJBrasil começou a ser mensurado este ano pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (Direito GV), em parceria com a Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), também da Fundação Getulio Vargas - responsável pela mensuração dos Índices de Confiança da Indústria, do Consumidor e de Inflação, sendo que os primeiros resultados, publicados em setembro deste ano, referiram-se ao segundo trimestre de 2009.

Para o cálculo do ICJBrasil do terceiro trimestre houve duas modificações: se antes o ICJBrasil era o resultado da média entre os subíndices de comportamento e de percepção, para esta série foram atribuídos pesos distintos aos dois subíndices: o de percepção leva peso 7 e o comportamento peso 3. O resultado obtido é apresentado em uma escala de 0 a 10. A outra modificação foi na classificação por escolaridade, a categoria “primário completo / 1ºgrau incompleto” incorporou os respondentes de escolaridade “sem instrução / primário incompleto. A justificativa foi o baixo número de respondentes encontrados na primeira categoria.

"Com o objetivo de ter resultados mais consistentes foram necessários alguns ajustes que, por serem feitos logo no início das sondagens, não prejudicam a construção da série histórica", explica Luciana Gross Cunha, coordenadora do ICJBrasil.

Os outros parâmetros que regem a pesquisa continuaram inalterados: no total foram 1616 respondentes de 7 regiões metropolitanas do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Brasília e Porto Alegre) selecionados a partir de uma amostra definida pela faixa de renda familiar, de acordo com a PNAD de 2007.

O ICJBrasil é composto por dois subíndices: o subíndice de percepção e o subíndice de comportamento. O subíndice de percepção avaliou a opinião dos respondentes a respeito do Judiciário nos seguintes aspectos: confiança, tempo de solução de conflitos, custos de acesso ao Judiciário, facilidade de acesso, um panorama dos últimos 5 anos, perspectiva para os próximos 5 anos, honestidade e imparcialidade e capacidade para solucionar conflitos. O subíndice de comportamento continua avaliando se, em situações hipotéticas envolvendo direitos de família, direitos do consumidor, relação com o poder público, direitos de vizinhança, direito do trabalho e prestação de serviço. Foram excluídas propositadamente situações onde o cidadão não tem a opção de recorrer ao Judiciário, como nos casos de direito penal.

Confira a seguir, as análises por segmentos e o relatório na íntegra:

Regiões Metropolitanas

ICJBrasil por gênero

ICJBrasil por renda

ICJBrasil por escolaridade

Íntegra do Relatório do ICJBrasil do Terceiro Trimestre de 2009

Fonte: Assessoria de Imprensa da Direito GV

 
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