Presente a prazo, problema à vista
Saldo do Dia dos Namorados dá indicações do futuro do casal
Por Juliana Garçon em 15/06/2009
Uns ficam recordando do jantar romântico, do banho a dois e do cobertor de orelha. Outros, pagando as prestações de presentes. O saldo do Dia dos Namorados, veja só, dá indicações de como será o futuro financeiro do casal, se houver futuro juntos, claro.
Dinheiro não é dos assuntos mais românticos. Daí que muitos apaixonados evitam esse tema, que depois do altar até vira tabu. Um não sabe quanto o outro ganha. Cada um tem suas contas e investimentos, e os gastos conjuntos são divididos ao meio. Os pombinhos não fazem planejamento para o futuro. “Mais cedo ou mais tarde, conflitos sobre dinheiro _limites de gastos, poupança, objetivos_ atrapalham o relacionamento”, diz o consultor de finanças pessoais Gustavo Cerbasi, autor de “Casais inteligentes enriquecem juntos” (Editora Gente).
Diálogo é a palavra de ordem em qualquer fase da relação. Afinal, todo mundo gosta de dar e receber presentes. Mas Natal e Dia dos Namorados são datas propícias a arapucas comerciais. O marketing é redobrado, as emoções afloram, todo mundo vai às compras e os preços sobem. Comemorar antecipadamente é a dica de Cerbasi. Chato? E que tal adiar um pouco?
Além de Dia dos Namorados e Natal, duas outras datas _aniversário do amado e aniversário de casamento_ implicam* troca de presente caros. Prestações são uma forma estranha de se lembrar de alguém ou ser lembrado. Uma poupança dedicada à compra do mimo desejado evita esses desgastes.
Ao longo do namoro, também é comum que subam os gastos com lazer e viagens. Programas de casalzinho _jantares e pousadinhas, por exemplo_ custam mais que baladas de solteiros. Daí a saída é pesquisar. E trocar quantidade por qualidade. É o que a gente faz quando namora, certo?.
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