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Deixe para depois

Passado o Natal, os preços sempre caem

Por Juliana Garçon em 30/11/2009

Deixe para depois o que não precisa comprar agora. Taí um dos melhores conselhos para a época de Natal, repetido por vários especialistas. Ninguém está falando sobre os presentes dos filhos e os ingredientes da ceia.

Acontece que a gente se empolga na temporada de compras. E acaba fazendo aquisições que poderiam esperar um pouco mais para serem feitas com descontos.

Itens para as férias – de biquíni a cadeira de praia, passando por bronzeador e caixa térmica –, roupas, sapatos e cremes entram nesse pacote.

E junto vão itens de maior valor agregado, como televisão, geladeira e computador, sonhados pelos adultos e cujos benefícios se estendem a toda família. Daí seu forte apelo quando estamos mais sensíveis e ansiosos por demonstrar afeto pelos familiares. Além disso, costumam ser oferecidos com “pagamento facilitado”, ou seja, financiados em várias parcelas. (O valor final será mais salgado, porém, as pessoas tendem a se concentrar apenas no valor das prestações.)

Só que a maioria dos itens sofre redução de preços após o Natal. Deixar para comprar depois significa uma economia muito provável, embora difícil de quantificar. “As vendas caem cerca de 30%. Mas a redução de preços e a duração das promoções dependem das vendas até o Natal”, diz o economista Emilio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

No ano passado, explica ele, o Natal foi ruim para o comércio por conta da crise econômica, que eclodiu no quarto trimestre. Por isso, os comerciantes começaram este ano fazendo promoções e tentando escoar os estoques dos mais diversos tipos de produto.

Neste ano, diz o economista, a expectativa é de vendas maiores – ao menos para uma parte dos itens. De acordo com uma pesquisa encomendada pela ACSP, roupas e sapatos lideram as intenções de compra (66%), seguidos por eletrodomésticos e móveis (24%).

Mas, ainda que as vendas correspondam, em média, às expectativas dos lojistas, as sobras de estoque são quase inevitáveis. E o mesmo vale para as liquidações.

É bom lembrar disso quando for pressionada por vendedores dizendo que o produto “está acabando”. Às vezes, é verdade. Em tantas outras, exagero. Se o preço é alto, vale a pena correr o risco: deixe para comprar depois o que você não precisa comprar agora.


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