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Orçamento Pessoal

Lista de material escolar conta na educação

Planeje, discuta e pesquise para fazer as compras

Por Juliana Garçon em 04/02/2010

Na época de volta às aulas, duas expectativas animam a garotada: rever os colegas e comprar material escolar. Já para os pais, a perspectiva de ver as listas de itens exigidos pelas escolas tende a ser desanimadora. Pior ainda porque esses gastos coincidem com outros desembolsos anuais, como matrículas e uniformes escolares, além de IPVA e IPTU.

Pesquisar ainda é o melhor jeito para reduzir a conta. É cansativo, sim. Mas as diferenças de preço nos itens de papelaria justificam o esforço.

Na cidade de São Paulo, o Procon pesquisou em nove lojas e verificou variações enormes nas etiquetas de cadernos, colas, lápis e canetas. Publicado no último dia 20, o estudo (em PDF. Acesse a pesquisa) mostra que certos lápis pretos são vendidos a R$ 0,45 num local e a R$ 1,50, mais que o triplo, noutro. Na compra de uma dúzia desses lápis, a diferença de R$ 1,05 vira R$ 12,60.

Para ganhar tempo, você pode trocar informações com outras mães. Cada uma escolhe uma loja para pesquisar os preços dos produtos. Depois, basta comparar as listas para achar as melhores ofertas. E, se comprarem os itens juntas, ainda têm mais chances de conseguir descontos.

O contato com outros pais também pode ser a solução quando as escolas exageram nas listas. Elas não podem demandar marcas nem locais de compras específicos para a compra de material. Também não podem exigir que a compra seja feita no próprio estabelecimento, avisa o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). A exceção fica por conta de artigos que não são vendidos no comércio como, por exemplo, apostilas pedagógicas próprias do colégio.

As escolas também não podem solicitar, na lista de materiais, produtos de uso coletivo, como os de higiene e limpeza, alerta o instituto. E só podem recomendar que a criança não reutilize um livro usado por um irmão mais velho se o material estiver desatualizado.

Produtos com imagens de personagens costumam ser tão caros quanto cobiçados pelas crianças. Muitas vezes é preciso explicar a elas as limitações do orçamento. A tarefa fica mais fácil se as compras forem feitas a partir do planejamento, do qual os pequenos podem participar. Nesse momento, eles têm a chance de perceber a importância de pesquisar preços. Também têm mais suporte para entender a opção por produtos menos custosos. Eventuais exceções – um estojo ou mochila mais bacanas – podem ser negociadas antes da ida à loja. O resultado será uma aula de educação financeira.



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