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Mãe, eu quero

Pressão do consumo também atinge crianças e adolescentes

Por Juliana Garçon em 05/06/2009

“Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos, como sabê-lo?”. É famosa a abertura do “Poema Enjoadinho”, em que Vinicius de Moraes, pai de quatro meninas e um garoto, fala das preocupações com a saúde e as traquinagens das crias: “Filhos são o demo.” Mas, naturalmente, também declara sua paixão por eles: “Que coisa louca, que coisa linda”.

Poeta que era, Vinicius não fala de mensalidades escolares, roupas de grife, mesadas e o custo dos estudos e das manias dos filhos. Estou lendo um livro que aborda temas desse tipo. Chama-se “Ensine seu filho a cuidar do dinheiro – Um guia para desenvolver a inteligência financeira desde a pré-escola”, da consultora financeira norte-americana Susanna Stuart.

Ela dá conselhos para os pais lidarem com as questões relativas a dinheiro na educação dos filhos dos cinco aos 18 anos, fase a fase. Ajuda a refletir sobre a forma como se molda a personalidade financeira dos jovens.

Num capítulo, “Como controlar a pressão para consumir”, discute algumas questões bem atuais. Separei algumas:

  • O fato de os jovens passaram muito tempo no shopping center. “Os shoppings não são um problema em si, mas será que fazer compras e gastar está se transformando na principal, ou única, atividade de lazer de seus filhos?”. A recomendação é para que os pais incentivem alternativas e estimulem os filhos a levar os amigos para casa.
  • Alguns adolescentes têm “necessidade” de usar roupas de grife. Eles precisam delas, na verdade, para se definir. “Afastar o adolescente de sua dependência das grifes, proporcionando-lhe interesses alternativos e, consequentemente, um senso maior de auto-estima.”
  • Os pais têm dado celulares aos filhos “por motivo de segurança”. A garotada quer é falar com os amigos. Dicas de bom senso: dê um pré-pago e defina se a recarga será paga com a mesada. Se decidir pagar, estabeleça a periodicidade.
  • Crianças e adolescentes estão sujeitos à pressão dos amigos. O antídoto é a auto-estima. Cabe aos pais apoiar os filhos para que desenvolvam confiança em si mesmos. Procure envolver-se nas atividades escolares, ir às reuniões, convidar os amigos do filho para frequentar a casa, estimule o filho a ter amigos de origens diferentes e converse sobre os amigos.

Em tempo: o livro foi publicado pela Editora Gente.


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