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Faculdade na ponta do lápis

Planejar desde cedo é a melhor forma de garantir os estudos dos filhos

Por Juliana Garçon em 18/12/2009

A principal preocupação dos pais com o futuro dos filhos é a questão de custear uma faculdade, conta Eduardo Jurcevic, superintendente de investimentos do grupo Santander Brasil. Nas palestras sobre educação financeira que faz em todo o país, ele sempre escuta pessoas angustiadas com a hipótese de atravessar uma fase ruim justamente quando “as crianças” passam no vestibular.

O bacana, diz ele, é que estamos uma época em que se pode planejar o futuro. “Há alguns anos vivemos com estabilidade econômica. Dá para poupar um pouquinho por mês e assegurar que, quando chegar o momento, o jovem terá dinheiro para pagar as mensalidades.”

O acúmulo pode ser feito em diversos tipos de aplicação. Uma modalidade, cada vez mais popular, é o plano de previdência júnior, idênticos aos conhecidos PGBL e VGBL. A diferença é que são contratados por um adulto em nome de um beneficiário menor de 21 anos.

Os atrativos desses produtos, oferecidos por bancos e seguradoras, são a facilidade de planejamento _os sites das empresas têm simuladores_, a gestão profissional dos recursos e o estímulo à disciplina proporcionado por uma aplicação feita para a criança, sem contar a comodidade oferecida pelo débito automático. Além disso, as empresas procuram agregar diferenciais, como cobertura para acidentes e aportes complementares, caso o patrocinador morra.

Para dar uma idéia da importância de começar cedo, Eduardo Jurcevic calculou alguns exemplos de planos para que o jovens contem com a renda por cinco anos, a partir dos 18. Nas contas, usou uma projeção de ganho conservadora, de 6% ao ano. "É bem verdade que, na renda variável, esse índice pode ser maior. Mas é melhor fazer uma projeção conservadora e ter uma surpresa positiva no final do que ser otimista demais e não alcançar as metas de acumulação”, opina, frisando que, nessa aplicação de prazo longo, é desejável alocar ao menos um quinto dos recursos em ações. (O limite hoje é de 49% em todos os tipos de fundo de previdência). "Quanto maior o tempo de investimento, maior pode ser a parcela aplicada em ações."

O primeiro exemplo é para que o jovem tenha renda de R$ 700 por mês. Se abrem o plano quando a criança nasce, os pais precisam depositar apenas R$ 109 por mês. Caso comecem quando o herdeiro tem cinco anos, precisam aportar um pouco mais, R$ 179 por mês. Se a aplicação tem início no aniversário de dez anos, os patrocinadores precisam depositar R$ 342 por mês.

Nem precisa estudar muito pra ver que tempo é dinheiro. Melhor não deixar pra depois o que se pode poupar hoje.

 

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