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Cada um na sua pasta

Organizar a papelada é mais fácil do que pedir ajuda do santo

Por Juliana Garçon em 31/08/2010

Meu santo de devoção é São Longuinho. Tenho até uma imagem dele, presente da minha mãe. Sério. Acontece que tenho _e sempre tive _ certo talento para perder coisas. Chave, guarda-chuva e óculos de sol são os meus itens prediletos. Mas, às vezes, também perco documentos.

Há uns bons anos, desisti de ter guarda-chuva. E procuro manter chaves e óculos sempre no mesmo lugar,preferencialmente na minha bolsa. Quanto a documentos, minha experiência indica que colocar tudo em pastas _ se possível, etiquetadas_ e todas as pastas na mesma gaveta é a melhor estratégia para evitar chateações.

O problema é que a gente acaba guardando papéis em excesso! Para saber o que guardar e por quanto tempo, consultei o livro “Como organizar sua vida financeira”, do consultor Gustavo Cerbasi (Elsevier). Em linhas gerais, ele recomenda:

  • Dez anos para documentos e recibos relativos a impostos federais

  • Seis anos para documentos usados na declaração de Imposto de Renda

  • Cinco anos para contratos de serviço e recibos de mensalidade escolar, condomínio e impostos municipais, além de faturas de cartão de crédito

  • Três anos para recibos de aluguel

  • Dois anos para comprovantes de pagamento de concessionárias de serviços públicos (água, luz, gás)

  • Um ano para extratos bancários e documentos de seguro.

Parte dessa papelada pode ficar nos arquivos eletrônicos dos bancos. Sempre que possível, fico com essa opção. Mas Cerbasi sugere fazer cópias dos documentos especialmente sensíveis. E também recomenda que as notas fiscais sejam mantidas enquanto o consumidor tiver o produto. Essenciais para trocar itens defeituosos, elas devem ser mantidas mesmo após o fim da garantia, para o caso de revenda.

Ah, sobre São Longuinho: reza a lenda que um soldado perfurou com uma lança o corpo de Jesus, horas após a crucificação, para checar se ele estava morto. O líquido que jorrou da ferida respingou nos seus olhos e os curou de uma doença que atormentava o militar. (De acordo com alguns relatos, o problema dele era “cegueira espiritual”). Depois do milagre, ele se converteu. Saiu do exército e passou a pregar sua fé. Por conta disso, foi preso e torturado. Seu nome era Cássio. Mas ele ficou conhecido por um nome comum aos mártires, Longinus. Aqui no Brasil, é São Longuinho, que, com sua visão recuperada, ajuda os distraídos a achar objetos perdidos. Só que ainda não descobri por que a gente promete pra ele “três pulinhos”!

 




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