O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante reunião do G-20, realizada em Washington (EUA), discursou sobre a regulamentação dos mercados derivativos. Em entrevista à imprensa, Mantega recomendou o sistema de liquidação, garantias e custódia das Clearings da BM&FBOVESPA como modelo para o mundo. Na opinião do ministro, deve haver reunião em nível técnico, entre os membros do G-20, para deliberar quais instrumentos de regulação vão ser utilizados. Em entrevista à Agência Estado em Washington, na sexta-feira (14/11), um dia antes do início da cúpula de chefes de Estado e de governo dos países do grupo agrega países industrializados e em desenvolvimento, o ministro citou como exemplo a necessidade de se avaliar como será a regulamentação para hedge funds e derivativos. "Eu, por exemplo, acho que aquilo que fazemos no Brasil deve ser uma das soluções. Que é se estabelecer clearing houses. Ou seja são câmaras como a nossa BM&F (quando) se faz uma operação de derivativos tem de registrar a operação, depositar garantia e recolher margem quando tem modificações. Isto não existe aqui", disse o ministro à Agência Estado. "Isso é uma proposição para o mercado de derivativos e para o CDS (credit default swap), que é hoje talvez o maior volume de derivativos que não foi equacionado até agora. São US$ 55 trilhões de atividades de derivativos que precisam ser regulamentadas, juntamente com outros mercados".