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Sobre a BM&FBOVESPA

Lula: mercado de capitais promove o desenvolvimento do País

Homenageado pela BM&FBOVESPA pelo investment grade, presidente reforçou que o objetivo é manter a estabilidade econômica

16/06/2008



“Também no mercado de capitais o Brasil não é mais uma província; é uma potência”. A afirmação foi feita hoje (16/06) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia em que foi homenageado pela conquista do grau de investimento pela BM&FBOVESPA, a terceira maior bolsa do planeta em valor de mercado.

No evento, realizado no Espaço Bovespa, participaram, além de Lula, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miguel Jorge (Desenvolvimento), o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, os ex-presidentes da BM&F, Manoel Felix Cintra Neto, da Bovespa, Raymundo Magliano, o presidente do Conselho da BM&FBOVESPA, Gilberto Mifano, e o diretor-presidente da BM&FBOVESPA, Edemir Pinto. Na homenagem, Lula recebeu o jaleco e o boné da nova bolsa.

 

Lula afirmou que sua presença na Bolsa deveria ser vista como uma “prova” dos avanços conseguidos na economia e na política, para depois enfatizar que o Brasil chegou a um “denominador”, no qual é possível que o presidente receba e coloque o “chapéu dos sem-terra, dos sindicatos e da BM&FBOVESPA”.

Dizendo que o mercado de capitais é uma das “molas do desenvolvimento do País” e que está disposto a discutir novas medidas na área de regulação e tributária, Lula terminou dando “parabéns” para os que, como ele, “acreditaram que o Brasil pudesse estar vivendo um momento” como o atual, qualificado como “próximo do Paraíso”. “O mercado de capitais tem uma função primordial nesta fase de nossa história e seus números são uma clara amostra disto”, disse. “Eu gostaria de aproveitar este momento para reconhecer o grande trabalho que vocês estão fazendo no nosso país. O Brasil precisa da BM&FBOVESPA e a BM&FBOVESPA precisa do Brasil”, acrescentou.

O presidente disse não ter compromissos partidários – “apenas com meu time, o Corinthians” – e citou o resultado do leilão das usinas do Madeira, no qual os preços do MW/H ficaram abaixo das expectativas, como um exemplo de que os mecanismos da livre concorrência fazem do povo o grande vencedor do leilão.

Lula aproveitou a ocasião para dar um recado taxativo para o mercado: “O compromisso do governo é o de manter a estabilidade econômica”, frisou. Depois de citar várias das medidas adotadas para manter os preços sob controle, como o fato de os gastos do governo, neste ano, terem crescido menos do que o PIB, a elevação do IOF e a alta dos juros, Lula disse que a responsabilidade por manter a estabilidade é uma tarefa de todos, não só do Banco Central, e prometeu que os problemas de curto prazo não vão afetar a trajetória de crescimento sustentado com inclusão social. “Precisamos de dez anos de crescimento sustentado”, para apagar tudo o que de ruim ocorreu depois de “vinte anos de não-crescimento”.

Assista à íntegra dos pronunciamentos em vídeo