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Novo Ombudsman da BM&FBOVESPA assume em 4 de janeiro

Função foi reformulada para atender todos os públicos com que a Bolsa se relaciona

23/12/2009

A BM&FBOVESPA terá um novo Ombudsman, a partir de 4 de janeiro de 2010. Izalco Sardenberg, jornalista, ex-assessor da presidência do Conselho de Administração da BM&FBOVESPA e ex-superintendente do Instituto BM&FBOVESPA de Responsabilidade Social e Ambiental, assumirá o cargo, em substituição a Joubert Rovai. A função também foi reformulada para ficar em sintonia com os avanços recentes do mercado de capitais brasileiro e com as necessidades da Nova Bolsa de se relacionar com diferentes públicos.

Quarta maior do mundo em valor de mercado, empresa de capital aberto e com ações listadas na própria Bolsa, a BM&FBOVESPA tem papel relevante no desenvolvimento da economia brasileira. Para dar conta desse contexto e atender a todos os públicos com os quais se relaciona, foi instituído o Ombudsman da Bolsa. Sua missão é garantir um relacionamento transparente e ético da companhia com esses públicos, sem exceção, visando a aprimorar a qualidade dos serviços e produtos oferecidos pela BM&FBOVESPA.

O Ombudsman do Mercado, como ficou conhecida a função comandada por Joubert Rovai, ex-executivo do Banco Itaú e ex-diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), era mais voltada para responder às demandas dos diversos participantes dos ambientes de negociação, liquidação e custódia da Bolsa.

Essas demandas, que incluem reclamações de clientes contra corretoras ou agentes de mercado, continuarão a ser atendidas pelo Ombudsman da Bolsa, caso solicitado. Mas a abrangência dos públicos que poderão acessar esse serviço foi substancialmente ampliada para incluir, entre outros, acionistas da BM&FBOVESPA, fornecedores e clientes da companhia, empresas listadas, instituições representativas do mercado, órgãos reguladores, como o Banco Central e a CVM, jornalistas etc.

Todos poderão procurar o Ombudsman quando tiverem reclamações ou demandas a apresentar à BM&FBOVESPA. Como já vinha ocorrendo, o novo Ombudsman também desfrutará de total independência no exercício de sua função, tendo acesso direto a todos os setores da Bolsa, bem como a documentos e ou informações necessárias a seu trabalho de apuração de eventuais reclamações. Os relatórios, com exceção de informações protegidas por sigilo, serão divulgados no site da BM&FBOVESPA.

Ombudsman – o que é

A palavra Ombudsman vem do sueco e significa, literalmente, “representante dos cidadãos”. Surgiu pela primeira vez na constituição sueca de 1809, referindo-se ao escritório ou delegado incumbido de investigar as reclamações dos cidadãos contra o governo e os funcionários públicos. Em outras palavras, era um representante dos cidadãos perante a autoridade pública.

Aos poucos, a função do Ombudsman propagou-se para outros países. Depois, já no século passado, o conceito expandiu-se para além da esfera estatal e foi incorporado, com as devidas adaptações, por empresas, universidades, jornais e hospitais.

No Brasil, usa-se também o termo de origem portuguesa Ouvidor com sentido similar ao de Ombudsman. Ouvidor, no entanto, é mais comum no setor público, ao passo que Ombudsman é preferido na área privada. Mas o conceito é basicamente o mesmo, ou seja, trata-se de um representante do cliente/usuário de serviços e produtos de uma organização – pública ou privada.