Sustentabilidade

Por que promover a agenda de sustentabilidade no setor de intermediação?

Ir além dos limites do já conhecido para expandir a oferta de produtos e serviços é um dos maiores desafios que se deve enfrentar para que os negócios perdurem. Atualmente, no contexto corporativo, a agenda de sustentabilidade e a integração de questões socioambientais e de governança às atividades representam tal desafio, a ser compreendido e assimilado para que se possam minimizar riscos inerentes aos próprios negócios, melhorar a oferta de produtos e serviços mais alinhada com a real necessidade dos clientes e, sobretudo, rever a lógica única e exclusivamente econômica em virtude de seus impactos negativos para toda a estrutura dos mercados financeiro e de capitais, consequentemente, a sociedade, o País e a economia global.

Relativamente novo, esse tema abre caminhos distintos daqueles já preestabelecidos no mainstream dos negócios, trazendo à tona a importância de conceitos e informações que transcendem questões estritamente financeiras para geração de mais valor aos negócios e à imagem das instituições. Assim, todos são chamados, direta ou indiretamente, a rever posturas e criar iniciativas voltadas a investimentos responsáveis.

O que fazer nesse cenário? Como desenvolver produtos e serviços que levem em consideração tais questões? Qual é o arcabouço legal que sustenta essa nova realidade? Com quais grupos de trabalho é possível interagir e trocar informações?

Com o intuito de compartilhar conhecimento, reflexões e melhores práticas sobre esse tema desafiador, a B3 consultou várias instituições de mercado, às quais agradece o diálogo profícuo e enriquecedor. Como resultado, publica este material, voltado a corretoras, distribuidoras e bancos, para apoiá-los a descobrir iniciativas relacionadas a essa agenda e tais questões, que possam agregar ainda mais valor a seus negócios.

Há algum tempo, a B3 tem trilhado um caminho em busca de práticas inerentes ao tema sustentabilidade, assumindo compromissos – primeira bolsa a se tornar signatária do Pacto Global (ONU); signatária fundadora da Sustainable Stock Exchanges (ONU) e membro do PRI – Princípios para o Investimento Responsável (ONU); incentivando a divulgação de informações relativas à dimensão socioambiental e de governança corporativa; e desenvolvendo critérios, índices e produtos, como o segmento especial de listagem Novo Mercado, o Índice Carbono Eficiente (ICO2) e o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Neste material, traz também um recorte de algumas de suas iniciativas, incluindo seu Programa de Qualificação Operacional, que surgiu muito antes da agenda de sustentabilidade, mas que passou a incorporar questões-chave desse tema posteriormente.

Nessa trajetória, fica cada vez mais patente que essas questões têm influência direta no valor e na imagem da companhia, na medida em que se tornam prioritárias para investidores e acionistas tomarem decisões de investimento.

Nesse sentido, o que se apresenta a seguir não deve ser tomado como roteiro obrigatório, mas sim como um incentivo ao processo de inovação. Por isso, a exemplo do trabalho que desenvolveu nessa área, como o guia Novo Valor – Sustentabilidade nas Empresas, a B3 pretende, com este material, auxiliar seus participantes a trilhar esse caminho, fornecendo-lhes exemplos e convidando-os à reflexão sobre o desenvolvimento de iniciativas voltadas à realidade de cada modelo de negócio.

A cada passo, uma descoberta. A cada descoberta, uma infinidade de possibilidades. A cada possibilidade, oportunidades de negócios, que contribuem para maior transparência e eficiência dos mercados financeiro e de capitais do Brasil.

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